Esta aqui foi uma redação que fiz sobre o tema: "O sistema de reserva das vagas nas universidades públicas."
Amigos Xavantes, Arianos e Yorubás,
ou, simplesmente, brasileiros!
Daniel Fonseca, 25/ago/09
Projetos e projetos vão se acumulando, uns são aceitos, outros engavetados e todos geram polêmica. Argumentos a favor e contra é o que não falta. As cotas de pretos vêm para corrigir os fatores históricos na sociedade brasileira, o problema é que isso nem sempre é considerado justo por todos.
Muitas das universidades adotam cotas bem singelas, e outras vestem a camisa, como na Universidade Estadual do Norte Fluminense que adota 40% das vagas para pretos e pardos. Ou seja, para não adotarem o racismo, as instituições de ensino ‘separam’ brancos de pretos nas fichas de inscrição e nos processos subsequentes.
Como diz Patrícia Regina Alves: “É realmente absurdo, um país como o Brasil, com um potencial humano-criativo avassalador aprovar o sistema de cotas. Trata-se não apenas de uma discriminação racial, mas determinantemente social”, não possuímos motivos para saber qual cor a pessoa é, pois a inteligência da pessoa não é definida por isso, ainda mais que estamos falando de América Latina: um lugar que recebeu de boa ou péssima maneira todos os povos do mundo (mas recebemos!) e onde hoje todos dispõem dos mesmos direitos.
A justificativa então de uns é justamente esta: alguns foram muito mal recebidos no Novo Mundo, então devemos agora reparar esse erro e garantir-lhes o direito à educação. Pois bem, alguns deles realmente continuam sem a educação, mas não pelo fato de serem pretos ou miscigenados e sim pelo fato de serem pobres – e isso não é um problema exclusivo de pretos, mas também de amarelos, brancos...
Muitos então já pensam em várias soluções para isso, entre elas podemos destacar algumas. Começando pela mais rápida, a que atua diretamente na estrutura social, a de cota para pessoas pobres. Logo que essa estrutura se ajeite, deve ser criado então um método ainda mais jus, o de educação de qualidade para todos; ou seja, as cotas não seriam necessárias e sim o empenho do aluno. Mas além de escola igual para todos, deve ser feito um trabalho social para que as famílias de baixa renda entendam a importância de se estudar.
As pessoas devem encarar a realidade e combater todos os erros, mas nunca aos trancos e barrancos, e sim com ordem e então alcançaremos o tão proclamado progresso.
Obs.: A escritura de petros no texto foi intensional, mas não no sentido pejorativo. A ideia é de que todos somos iguais. Não importa a cor, mas é fato que a difereça na tez existe, mas não importa nada. E também um pouco de lado hiper-pessoal: se chamamos uns de brancos, é porque outros chamamo-lhes pretos. Se chamamos uns de negros, é porque querem que chamemos outros de claros?!?!